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Tirando dúvidas sobre massa no pescoço

A massa no pescoço é motivo de grande preocupação para os pacientes.  Chegam ao consultório médico com um alto grau de ansiedade devido à associação que a mídia faz de tal condição à neoplasia maligna. Muitas vezes, seu diagnóstico é uma tarefa árdua.

De forma geral, as causas das massas cervicais podem ser divididas em três grandes grupos, que têm maior ou menor importância de acordo com determinada faixa etária: as doenças inflamatórias/infecciosas; as congênitas e as neoplásicas.

Nos pacientes da faixa etária pediátrica (de zero a 15 anos), as causas inflamatórias ou infecciosas seguidas pelas etiologias congênitas adquirem maior importância. Nos adultos jovens (16 a 40 anos), as causas inflamatórias e infecciosas ainda têm uma grande relevância, mas as causas neoplásicas já ganham uma maior proporção. Já nos pacientes adultos (mais de 40 anos), as causas neoplásicas (tumorais) são as mais frequentes.

Outras informações na história do paciente também são relevantes na ajuda do diagnóstico. Por exemplo, uma massa cervical de crescimento rápido num paciente com febre, mal-estar geral, prostração, tendemos a pensar na causa infecciosa, por outro lado, outra de crescimento lento, em um paciente tabagista ou etilista acompanhada de perda de peso, há uma maior tendência em aventarmos a possibilidade neoplásica.

Ao exame físico algumas informações nos são úteis ao diagnóstico. Por exemplo, as massas no pescoço de causa congênita aparecem ou na linha média ou na borda anterior do músculo esternocleidomastóideo, o grande músculo que temos na porção lateral do pescoço que se torna evidente quando olhamos para um dos lados. A característica da massa também tem importância. Algumas informações como se a massa é móvel ou aderida, se a consistência elástica ou endurecida, se há ou não dor, seu tamanho, se é pulsátil ou não, são de grande valia.

Os exames complementares  são solicitados para confirmar ou auxiliar no diagnóstico das massas cervicais. Habitualmente, quando suspeitamos das causas inflamatórias ou infecciosas solicitamos rotineiramente o hemograma e sorologias para determinadas doenças (mononucleose, toxoplasmose, rubéola, SIDA, sífilis e doença da arranhadura do gato). Em casos onde há suspeita de tuberculose, o PPD (teste cutâneo para avaliar o contato prévio com o bacilo da tuberculose) e a radiografia de tórax podem ser solicitados. O ultra-som cervical é um teste pouco invasivo, com o melhor custo-benefício para avaliação das massas cervicais.

A aspiração da massa guiada por ultra-som por agulha fina (PAAF – punção aspirativa por agulha fina) para citologia é o método de investigação de escolha.

Outros exames como tomografia computadorizada devem ser indicados de acordo com critério médico.

A título de informação, os tumores malignos mais comuns que levam ao aparecimento de massa no pescoço são os da tireoide, da glândula parótida e submandibular e os linfomas (tumores do sistema linfático). As metástases para os gânglios linfáticos do pescoço porém, são os tumores cervicais malignos mais comuns e o trato aero-digestivo superior é a sede mais frequente como tumor tumor primário.

Das causas congênitas, mais comuns em crianças e adultos jovens, podemos citar o cisto tireoglosso, encontrado na região mediana do pescoço, o cisto branquial, situado na borda anterior do músculo esternocleidomastoideo e o cisto dermóide, encontrado na região submentoniana (abaixo do queixo).

 

Fonte: http://drmarcioniemeyer.med.br

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